terça-feira, 30 de outubro de 2007

O que é RSS?

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS

RSS

é um subconjunto de "dialectos" XML que servem para agregar conteúdo ou "Web syndication", podendo ser acedido mediante programas ou sites agregadores. É usado principalmente em sites de notícias e blogs.

A abreviatura do RSS é usada para se referir aos seguintes padrões:

  • Rich Site Summary (RSS 0.91)
  • RDF Site Summary (RSS 0.9 e 1.0)
  • Really Simple Syndication (RSS 2.0)

A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet se inscreverem em sites que fornecem "feeds" (fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados Feeds RSS que recebem estas atualizações, desta maneira o usuário pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um.

Os feeds RSS oferecem conteúdo Web ou resumos de conteúdo juntamente com os links para as versões completas deste conteúdo e outros metadados. Esta informação é entregue como um arquivo XML chamado "RSS feed", "webfeed", "Atom" ou ainda canal RSS.

A principio e até hoje em alguns sites o ícone adotado para o formato RSS é RSS juntamente do indicativo de XML XML. Mas o ícone mais famoso Ícone feed RSS que representa o RSS foi adotado numa parceria entre a Mozilla Foundation (criadora do Firefox, que já usava o ícone) com a Microsoft para a mais recente versão de seu navegador, o Internet Explorer 7. Posteriormente o Flock, navegador baseado no Firefox ainda em desenvolvimento, também adotou o ícone. Ajudando a promover o RSS para os usuários o site Feed Icons distribui gratuitamente o ícone em diversos formatos pra inserção de websites.

Usos

O RSS é amplamente utilizado pela comunidade dos blogs para compartilhar as suas últimas novidades ou textos completos e até mesmo arquivos multimídia. No ano 2000, o uso do RSS difundiu-se para as maiores empresas de notícias como a Reuters, CNN, e a BBC. Estas empresas permitiam que outros websites incorporassem suas notícias e resumos através de vários acordos de uso. O RSS é usado agora para muitos propósitos, incluindo marketing, bug-reports, e qualquer outra atividade que envolva atualização ou publicação constante de conteúdos. Hoje em dia é comum encontrar feeds RSS nos maiores web sites e também em alguns pequenos.

Um tipo de programa conhecido como "feed reader" ou agregador pode verificar páginas habilitadas para RSS para os seus usuários e informar atualizações. Estas aplicações são tipicamente construídas como programas independentes ou como extensões de navegadores ou programas de correio eletrônico. Estes programas estão disponíveis para vários sistemas operacionais, inclusive existindo versões para web destes programas.

Os leitores RSS para web não requerem nenhum software e trazem os feeds dos usuários para qualquer computador com acesso web disponível. Alguns agregadores combinam feeds RSS entre outros feeds. Por exemplo: agregando diversos itens relativos a futebol de diversos feeds de esportes e criando então um novo feed de futebol.

Nas páginas web os feeds RSS são tipicamente indicados por um retângulo laranja, com as letras XML ou RSS.

Escrita MIME: application/rss+xml

Utilidade

De uma maneira geral, permite o recebimento rápido de notícias ou informações, sincronizadas com os respectivos fornecedores de conteúdo, de maneira rápida, uma vez que o formato dos dados se restringe a texto simples.

Serve para receber uma lista de atualizações dos sites escolhidos, no momento em que elas ocorram. Muito usado em sites de notícias, sites de previsão do tempo, informações sobre o trânsito, informações econômicas e blogs. O Gmail (Serviço de Email do Google) também utiliza RSS no seu mecanismo. Fontes RSS podem ser achadas em diretórios como www.rssfeeds.com.br

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Fonte: http://www.usabilidoido.com.br/principios_fundamentais_da_web.html

Princípios fundamentais da Web

Como falar de Web 2.0 se não entendemos nem a Web 1.0?

Esses dias a revista Webdesign me consultou sobre o que achava que havia dado certo ou errado na Web este ano. Pensei logo em exemplos como Flickr, Delicious, Google Adsense, etc. Mas o que essas iniciativas teriam em comum? Qual é o segredo do sucesso?

Web 2.0

Bem, todas fazem parte de um movimento chamado Web 2.0 que visa usar melhor a rede tanto do ponto de vista tecnológico quanto sócio-econômico. Apesar do conceito original ser bastante amplo, muitas pessoas tem discutido Web 2.0 como sinônimo de Ajax, Webservices, RSS, Blogs e etc. Estas são apenas meios para atingir o paradigma Web 2.0.

Mesmo o próprio Tim O´Reilly, um dos fundadores do movimento, só consegue explicar no que consiste esse paradigma através de exemplos do tipo: "isso é Web 2.0" ou "isso não é Web 2.0". Os padrões que ele identifica nos modelos de negócios, design de interação e infra-estrutura são de fato perceptíveis, mas ele não consegue sintetizar qual é a essência da Web 2.0.

Poderia muito bem responder à revista Webdesign o que acho da Web 2.0, citar exemplos e tecnologias utilizadas e os leitores poderiam pensar: "nossa, como esse cara é atualizado... nem sabia que existia isso. Vou logo baixar umas apostilas sobre o assunto". Isso não seria justo de minha parte porque Web 2.0 não faz parte da realidade brasileira ainda. Não entendemos nem direito como usar a Web 1.0, que dirá de uma nova versão.

Na minha opinião, estamos atrasados por dois motivos principais: modelo de gestão familiar e mídia de massa.

Muitas empresas ainda são administradas pelo patriarca, seguido pelos filhos e outros parentes. Mesmo quando não é familiar, a hierarquia da empresa ainda é patriarcal. O chefe manda, você obedece. Decisões estratégias só vêm de cima para baixo, nunca de baixo para cima. Devido à centralização excessiva, a empresa se move devagar e emperra na burocracia.

Quase todos os veículos de comunicação são exemplos claros do modelo de gestão familiar. Antônio Carlos Magalhães manda na Bahia com seu jornal e rede de televisão. No Paraná, Fransciso Cunha Pereira não é tão poderoso, mas muito influente. Otavio Frias Filho dirige o jornal que herdou do pai, Folha de São Paulo e também o Universo Online, do mesmo grupo.

A problema disso é que o veículo é usado para reafirmar essa relação patriarcal. "Se saiu no jornal, é porque é verdade", diz o povo. Tudo bem que não é todo mundo que acredita em tudo que publicam, mas é difícil contestar uma fonte quando não há alternativas. Quantos jornais você tem disponíveis em sua cidade com posicionamentos diferentes? E redes de televisão? Não vai dar uma mão.

É natural que para esses "coronéis da mídia" a Web seja mais uma mídia de massa. Ao invés de explorar seu diferencial em relação às outras mídias, reproduzem o mesmo modelo viciado. Para um modelo de gestão conservador isso é certo, já que o retorno é mais previsível e rápido.

Não são só os veículos de comunicação que são conservadores. A maioria das empresas brasileiras é assim, devido ao modelo de gestão familiar, que é conservador por natureza. É por isso que vemos tão poucas experiências inovadoras na nossa Web. "É melhor copiar o que está dando certo do que tentar inventar moda", pensam os empresários. Não arriscam porque se der errado, quebram a empresa e, em última análise, a família.

Porém, os princípios fundamentais da Web não apoiam essa postura. Há alguns anos, li o Irapuan Martinez evocando esses princípios na ArqHP, mas não consegui encontrar a definição original. Pensei em três:

Descentralização
Qualquer pessoa deve poder emitir mensagens e escolher de quais fontes quer receber mensagens. Exemplos: no UOL, a vida de figuras da grande mídia é notícia, enquanto que no Blogger a vida de qualquer um poder ser notícia.
Liberdade
Não deve haver censura para emitir mensagens nem impedimentos para recebê-las. Exemplos: No Mercado Livre, não é permitido publicar informações de contato antes de fechar a negociação, mas no Ebay isso não é problema.
Colaboração
Os usuários da rede devem poder modificar as mensagens. Exemplos: no Webinsider não se pode nem comentar os artigos, que dirá construir textos colaborativos como na Wikipedia.

Respondi à revista que este ano, mais do que nunca, deram certo as iniciativas que souberam aproveitar esses princípios. Se nossa sociedade é patriarcal, é justamente na Web onde os filhos revoltados se encontram para encontrar o que essa sociedade não oferece. Se dermos o que eles precisam, pode ser que nossa sociedade se transforme quando esses filhos ocuparem o lugar dos pais. Sacou a responsa, webdesigner?


Autor

Frederick van Amstel - 13/10/2005

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Site com dicas de sites

No site http://lista2.0br.com.br/ encontra-se disponível uma listagem de sites BRASILEIROS de web 2.0.

O resultado do que é a web 2.0, você confere abaixo:
(extraido do site: http://web2.0br.com.br/conceito-web20/)

“Melhor aproveitamento da inteligência coletiva e do poder de processamento da máquina cliente. Poder às pessoas.”
Marco Gomes - co-criador do boo-box

“A Web 2.0 representa a transição para um novo paradigma onde a colaboração ganha força suficiente para concorrer com os meios tradicionais de geração de conteúdo.”
Renato Shirakashi - criador do Rec6

“Mudança ocorrida na vida dos usuários que com a banda larga passam mais tempo on-line e exercem massivamente o potencial interativo da Internet.”
Carlos Nepomuceno - autor do livro Conhecimento em Rede

“Web 2.0 é um buzz word que define conteúdo gerado pelo usuário e com foco no compartilhamento de informações. Tudo regado a AJAX.”
Nando Vieira - criador do spesa

“Web 2.0 é um novo paradigma na utilização e criação de web sites mais participativos e colaborativos.”
Fabio Seixas - criador do Camiseteria

“Web 2.0 é o momento em que o mercado, por força dos usuários, voltou a dar importância para web depois do estouro da bolha.”
Paulo Rodrigo Teixeira - criador do 0BR

“Web 2.0 é o termo usado para identificar uma nova forma de navegar pela internet e, conseqüentemente, de desenvolver aplicações orientadas à esta nova geração de internautas.”
Diego Polo - criador do linkk

“Web 2.0 é como chamamos, depois de uma profunda análise histórica da web, um conjunto de práticas que ao longo dos anos provaram dar resultado.”
Gilberto Jr - criador do Outrolado

“A Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.”
Frederick van Amstel - é mestrando em Tecnologia pela UTFPR e edita o blog Usabilidoido

“O registro dos fluxos de conversação entre usuários e o registro destes fluxos ao redor de aplicações.”
Mauro Amaral - editor do CarreiraSolo.org

“Ajax, redes sociais, CGM: as definições mais comuns pra Web 2.0, ou um jeito para se voltar a falar de internet? Para mim nada mudou, tudo evoluiu.”
Michel Lent - sócio-diretor da 10 Minutos

“Web 2.0 é buzzword, é fato que a internet está sofrendo transformações, mas precisamos rotulá-la para que essas mudanças tenham validade? Pra maioria da população mundial, que ainda está offline, essa é a Web 1.0.”
Edney Souza - editor do blog Interney

“Sinaliza uma fase na web onde se pratica a liberdade de falar e ser
ouvido. É uma consequência natural do desenvolvimento da internet.”
Vicente Tardin - editor do Webinsider

“Web 2.0 usa a web como plataforma de socialização e interação entre usuários graças ao compartilhamento e criação conjunta de conteúdo.”
Guilherme Felitti - repórter do IDG Now! e mestrando em Web 2.0

“Na web 2.0 não somos mais nômades caçadores-coletores: temos nome, plantamos conteúdo, colhemos conhecimento e criamos novos mundos.”
Rene de Paula Jr - projetos especiais, Yahoo! Brasil e editor do blog Roda e Avisa

“Alguém ouviu falar em TV 2.0 quando as transmissões passaram a ser coloridas ou via satélite?”
Marcelo Sant’Iago - presidente do Conselho Consultivo do IAB Brasil e mantém o blog Poucas e Boas.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Web 2.0

Esse artigo publicado no site da Folha pode auxiliar no entendimento sobre a Web 2.0.
Leiam...

10/06/2006 - 10h11

Entenda o que é a Web 2.0

da Folha de S.Paulo
O termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.

Dentro deste contexto se encaixa a enciclopédia Wikipedia, cujas informações são disponibilizadas e editadas pelos próprios internautas.

Também entra nesta definição a oferta de diversos serviços on-line, todos interligados, como oferecido pelo Windows Live. Esta página da Microsoft, ainda em versão de testes, integra ferramenta de busca, de e-mail, comunicador instantâneo e programas de segurança, entre outros.

Muitos consideram toda a divulgação em torno da Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de "a segunda geração". Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.

Confira um glossário da Web 2.0 elaborado pela Folha de S.Paulo

AdSense: Um plano de publicidade do Google que ajuda criadores de sites, entre os quais blogs, a ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita para o site a cada vez que o anúncio for clicado

Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim de criar aplicativos interativos para a web. A Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia, mas a adoção da técnica pelo Google, para serviços como mapas on-line, mais recente e entusiástica, é que fez do Ajax (abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e serviços na web

Blogs: De baixo custo para publicação na web disponível para milhões de usuários, os blogs estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem usadas amplamente

Mash-ups: Serviços criados pela combinação de dois diferentes aplicativos para a internet. Por exemplo, misturar um site de mapas on-line com um serviço de anúncios de imóveis para apresentar um recurso unificado de localização de casas que estão à venda

RSS: Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed"). O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial 18 meses atrás, e determinou que fosse incluída no software produzido por seu grupo

Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das listas de sites preferidos, oferecendo aos usuários uma maneira de vincular palavras-chaves a palavras ou imagens que consideram interessantes na internet, ajudando a categorizá-las e a facilitar sua obtenção por outros usuários. O efeito colaborativo de muitos milhares de usuários é um dos pontos centrais de sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line de tagging é classificado também como "folksonomy", já que cria uma distribuição classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web, reforçando sua utilidade

Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas comunitárias geraram fenômenos como a Wikipedia, que é uma enciclopédia on-line escrita por leitores. Usadas em empresas, as wikis estão se tornando uma maneira fácil de trocar idéias para um grupo de trabalhadores envolvido em um projeto.